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Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

O que é?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o aumento benigno da próstata. Em torno de 25% dos homens acima dos 50 anos são atingidos pela HPB, proporção que aumenta conforme a idade, chegando a até 90% dos homens acima de 80 anos.

Apesar de atingir a próstata, a HPB não é um tipo de câncer e também não aumenta as chances de tumores surgirem na glândula. Porém, seu crescimento descontrolado pode pressionar a uretra e dificultar a passagem da urina, que pode causar outros problemas, como infecções urinárias, dificuldade para esvaziar a bexiga e até mesmo a paralisação dos rins.

 

Fatores de risco

  • Alimentação – Consumir gorduras saturadas e zinco demais pode causar um aumento nas chances da HPB acontecer6.
  • Hereditariedade – Assim como no câncer de próstata, as chances de desenvolver HPB são maiores caso algum parente de primeiro grau teve a doença.
  • Envelhecimento – É extremamente raro a HPB acontecer em homens com 40 anos ou menos. Porém, após os 50 anos, 1 em cada 4 homens tem algum tipo de sintoma da próstata aumentada.
  • Outras Doenças – Homens com doenças cardiovasculares prévias, obesidade e diabetes possuem mais chances de desenvolver a HPB de acordo com estudos.

 

Prevenção

O único jeito de reduzir o risco da HPB se manifestar é ir anualmente ao urologista após os 40 anos. A partir dessa idade, realizar os exames de rotina, mesmo sem sintomas, é fundamental para identificar e tratar a condição.

 

Diagnósticos e exames

Assim como outras condições relacionadas à próstata, a melhor forma inicial de identificar a HPB é através do exame de toque retal. Nele, o urologista conseguem avaliar a próstata, podendo também verificar se existem indícios de câncer.

Outro exame que também auxilia no diagnóstico da HPB é o teste de Antígeno Prostático Específico (PSA), substância produzida pela próstata que pode indicar a condição e também o câncer de próstata.

Além desses dois exames, existem muitos outros que podem ser solicitados pelo seu urologista: ultrassonografia, a taxa de fluxo de urina, análise do fluxo de pressão da bexiga, cistoscopia e outros.

 

Dúvidas frequentes

Quando a HPB pode surgir?

A partir dos 50 anos, as chances de desenvolver a condição aumentam. 25% dos homens com essa idade podem sofrer com os sintomas da HPB, proporção que pode aumentar para 50% dos homens com mais de 60 anos, chegando a 90% dos homens com 80 anos.

Existe alguma relação entre tamanho da próstata e sintomas intensos?

Cada caso é diferente, com várias peculiaridades relacionadas ao paciente, que são analisadas pelo médico responsável. Por isso, busque avaliação médica para informações mais detalhadas e precisas.

 

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Câncer de próstata

O que é?

O câncer de próstata acontece quando ocorre uma multiplicação desordenada de células, que pode provocar o aparecimento de nódulos endurecidos na glândula, detectados pelo exame de toque retal feito por um urologista. Pelo fato de, na maioria das vezes, não apresentar sintomas na fase inicial, o câncer de próstata é silencioso. Além disso, é o tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma, segundo estimativas do INCA¹.

 

Fatores de risco

  • Hereditariedade – Entre os fatores que podem ser responsáveis pela doença, a hereditariedade merece muita atenção, especialmente se houver um parente de primeiro grau (pai ou irmão) com a doença, fator que mais do que dobra as chances de desenvolver a doença².
  • Idade – Assim como em muitas outras doenças, a idade também é um fator de risco no câncer de próstata. Homens com mais de 50 anos possuem mais chances de desenvolver a doença – e de virem a óbito por causa dela. Por isso, a recomendação é que homens com idade acima dos 50 anos (ou dos 45 anos se fizerem parte do grupo de risco da doença) devem ir ao urologista anualmente.
  • Hábitos de Vida e Outros Fatores – Além dos itens acima, estudos recentes indicam que a obesidade e hábitos de vida, como o tabagismo e uma dieta rica em gorduras, podem influenciar no desenvolvimento ou na agressividade do câncer de próstata³. Porém, vale lembrar que esses fatores não possuem tanta influência quanto a idade e a hereditariedade, por exemplo, além de ainda estarem sendo alvos de estudos e pesquisas em relação ao assunto³.

 

Prevenção

As chances de cura do câncer de próstata são altíssimas se o diagnóstico da doença ocorrer nos estágios iniciais. Por isso, a melhor forma de cuidar da saúde é realizar exames preventivos de forma regular. Se o homem tiver 50 anos ou mais, a recomendação é fazer os exames preventivos uma vez por ano, procurando a orientação do seu urologista.

Além disso, outros hábitos também ajudam na prevenção do câncer. São eles:

  • Manter uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais
  • Evitar o consumo excessivo de gordura
  • Praticar atividades físicas diárias
  • Não fumar e reduzir o consumo de álcool

 

Diagnósticos e exames

Para detectar o câncer de próstata precocemente, procurar um urologista é o passo inicial. É ele quem irá indicar os exames capazes de diagnosticar a presença da doença.

Os exames iniciais capazes de investigar os sinais do câncer de próstata são o toque retal e a dosagem de PSA (antígeno prostático específico), através dos quais o médico pode verificar eventuais alterações na próstata4.

Porém, para obter a confirmação do câncer de próstata, o único procedimento capaz disso é a biópsia, onde pequenos pedaços da próstata são retirados para análise. A doença só é solicitada caso haja alteração nos exames de toque retal ou na dosagem de PSA citados acima5.

Além desses, outros exames podem ser solicitados, como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea.

Se não for tratado, o câncer de próstata pode entrar em metástase, se espalhando para outros órgãos do corpo. Por isso, vale lembrar: quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura.

 

Dúvidas frequentes

O que é a próstata? Qual é a função dela?

A próstata é uma glândula do corpo, responsável pela produção de aproximadamente 70% do líquido seminal, que é o responsável por transportar os espermatozoides para fora do corpo na ejaculação.

Qual é a chance de um homem desenvolver o câncer de próstata?

Após os 50 anos, as chances giram em torno de 10%, aumentando de acordo com a idade, podendo chegar aos 50% de probabilidade aos 75 anos.

Quanto tempo dura o exame de toque retal?

O exame em si não demora mais do que 10 segundos, que é o tempo suficiente para o médico urologista detectar irregularidades na próstata.

Existe algum exame que substitua o toque retal?

Ainda não existem exames com a mesma eficácia, já que o câncer de próstata pode ficar em áreas endurecidas, facilmente acessíveis ao toque retal.

 

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Bexiga hiperativa

O que é?

A bexiga hiperativa é um nome dado a um grupo de problemas relacionados ao órgão. Ela acontece quando há uma vontade intensa de urinar, mesmo quando a bexiga não está realmente cheia.

Geralmente, a bexiga hiperativa é caracterizada pela associação de vários sintomas além da urgência em urinar, como o aumento da frequência de ida ao banheiro durante o dia e noctúria (aumento das micções à noite), podendo ou não estar associada à incontinência urinária.

 

Fatores de risco

  • Idade – A diminuição da capacidade da bexiga e as alterações no tônus muscular, que ocorrem por conta do envelhecimento, podem favorecer o desenvolvimento da bexiga hiperativa, com a idade superior a 75 anos se caracterizando como um fator de risco.
  • Denças e outras condições – O diabetes e a artrite se caracterizam como fatores de risco para o surgimento da bexiga hiperativa. Além disso, pessoas com depressão têm três vezes mais chances de desenvolver a condição. Terapias de reposição hormonal e aumento do IMC (índice de massa corpórea) também são fatores de risco.

 

Prevenção

Ainda não existem evidências científicas que comprovam a existência de ações preventivas para a bexiga hiperativa. Porém, adotar hábitos saudáveis de vida podem reduzir o impacto da bexiga hiperativa, como reduzir a obesidade, parar de fumar, evitar o consumo de chocolate, de bebidas alcoólicas e de outros líquidos, como café e chás.

 

Diagnósticos e exames

Para diagnosticar a bexiga hiperativa, o médico leva em conta diversos sinais e sintomas, onde a urgência urinária é o principal componente. Aqui, o especialista avalia se esses sintomas condizem com a bexiga hiperativa, descartando outras causas eventuais.

Exames como o ultrassom renal e das vias urinárias, a mensuração do resíduo pós-miccional (que indica a quantidade de urina restante na bexiga após a micção), o estudo urodinâmico e a cistoscopia podem servir tanto para excluir outras doenças, confirmar o diagnóstico ou planejar o tratamento. Além disso, o diário miccional e os questionários de sintomas urinários são ferramentas auxiliares importantes na avaliação do paciente com bexiga hiperativa.

 

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